Houve um tempo que eu não era muito feliz. O motivo: orgulho e mania de perfeição. Meu senso moral determinava os limites do certo e do errado, do bonito e do feio, do perfeito e do imperfeito. Acontece que nestes meus padrões não estava o mundo enquadrado e nem eu mesma. Pode parecer até engraçado, mas era assim mesmo.
Meu orgulho exigia que fosse semi-deusa, uma faz-tudo, e até que carregasse o mundo nas costas. Não é preciso dizer que isto não é possível e que não me levou a outro caminho senão o da depressão. Tornei-me insatisfeita com as pessoas, como o que o mundo se tornou e principalmente comigo mesma, alias esta última foi o principal e mais insuportável descontentamento.
Estive por um fio. Não muito fácil rememorar esta época, e eu ainda não a superei por completo, é um fato. De forma inexplicável e fazendo muita força para melhorar pouco eu estou superando. Não fui a médicos, não tomei remédios – eu sei que isso não é o recomendado.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
Não é uma volta, eu nunca estive aqui. Prazer, Camila. Outra.
Quanta pretensão. [Pretensão: 1.Ato ou efeito de pretender. 2.Direito suposto e reivindicado. 3.Vaidade exagerada; presunção. 4.Aspiração; ambição]
Pretensão foi tudo que enxerguei em meus textos passados e, logo, em mim. Pois é, nem sempre descubro as melhores coisas.
Cansei da exaustão da minha vida e toda ela em minhas descrições. Pensei em apagar este blog como já apaguei outros que me incomodavam não sabia o que. Mas é melhor não. Deixa tudo ai, para eu aprender a fazer o contrário.
Desculpe-me quem já leu o que escrevi, desculpe pela hipocrisia.
Pretensão foi tudo que enxerguei em meus textos passados e, logo, em mim. Pois é, nem sempre descubro as melhores coisas.
Cansei da exaustão da minha vida e toda ela em minhas descrições. Pensei em apagar este blog como já apaguei outros que me incomodavam não sabia o que. Mas é melhor não. Deixa tudo ai, para eu aprender a fazer o contrário.
Desculpe-me quem já leu o que escrevi, desculpe pela hipocrisia.
domingo, 24 de maio de 2009
Voltei
Na verdade estou voltando. Tendo me desfazer dos resquícios. Buscando esquecer a mentira que tempo é dinheiro, que eu tenho que ser melhor, que eu tenho que ser a mais mais. Não. Eu não devo status a ninguém. Eu devo a mim mesma a minha alegria. Eu devo a mim mesma a motivação para seguir a minha vocação e potencializá-la (!).
Eu sei. Todos nos sabemos, embora ignoremos. Dinheiro não passa de um papel sujo, que passa de mão em mão e para na do mais esperto, o que tem a mão mais suja. Suor, trabalho são diferentes de dinheiro. MUITO diferentes. O que nos torna, de verdade, enaltecidos (no sentido pessoal, no âmbito introspectivo) é o trabalho que se faz com aptidão, com vontade, sabendo que se faz o seu melhor.
Dinheiro... todos querem... todos precisam dele. Queria, eu, mesminha, me livrar dele. Quem sabe eu não consigo. Mas eu estou tentando.
A ambição existe mim. Não se pode negar.
O desejo. O sonho. Eles também existem. E eu os quero antes de qualquer coisa.
Eu sei. Todos nos sabemos, embora ignoremos. Dinheiro não passa de um papel sujo, que passa de mão em mão e para na do mais esperto, o que tem a mão mais suja. Suor, trabalho são diferentes de dinheiro. MUITO diferentes. O que nos torna, de verdade, enaltecidos (no sentido pessoal, no âmbito introspectivo) é o trabalho que se faz com aptidão, com vontade, sabendo que se faz o seu melhor.
Dinheiro... todos querem... todos precisam dele. Queria, eu, mesminha, me livrar dele. Quem sabe eu não consigo. Mas eu estou tentando.
A ambição existe mim. Não se pode negar.
O desejo. O sonho. Eles também existem. E eu os quero antes de qualquer coisa.
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