terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sentada na ponta da cama, recostada na parede, escuto os pássaros conversarem, misturado ao som dos pássaros escuto também uma música calma mas que diz firme que alguem não esta perdido, que um alguem ainda não se perdeu. A musica sem as palavras parece com uma prece, que pede por alguem que quer se encontrar, que não quer mas se enganar, que quer ter algo que nem bem sabe o que é só sabe que precisa. É perfeita. Para mim, que nem bem sei quem sou, pra mim que acredito na mentira que sei de tudo, sei que a qualquer hora pode aparece a pergunta que não saberei de forma alguma responder. Contudo eu oro junto com a música, eu peço que me encontre, que me conheça, que me ame, que tenha as respostas, quero achar em mim motivos para seguir, um objetivo.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Já é fim de noite, minha mente ta cansada. Acabei de descobrir que eu não sou tão inteligente quanto eu pensava, nem tão esperta, nem tão bonita.

To desejando me calar por mais tempo, estar sóbria. Pensar um pouco menos. To querendo se como eu acho que já fui um dia, há uns 4 anos atrás. Lembro-me agora do dia em que prometi ser respondona, ser ativa, estar sempre de olho... Mas agora eu to vendo mais do que eu pensei que veria. Às vezes a saudade do passado dói.

Como foi bom ser criança, achar que qualquer pessoa me ajudaria, que todo mundo era bom... que ninguém magoa ninguém... Eu nunca achei que nuvem fosse de algodão ou que seria bom morar numa loja de doce. Eu acreditei que as pessoas fossem boas, despretensiosas. Sei lá, to achando, com certo medo, que me tornei esse tipo de pessoa mesquinha... to me odiando. O tempo magoa, não perdoa é impetuoso. Acho que não dá mais pra voltar atrás, uma vida nova bate na minha porta.